O movimento "Eu Empurro essa Causa", uma manifestação nacional que busca mudanças nos critérios de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas com deficiência, foi tema de Grande Expediente realizado na sessão de quinta-feira, 14. O grupo reivindica o aumento da renda per capita exigida atualmente para o recebimento do benefício.
Atualmente, para ter direito ao BPC é necessário que a renda por pessoa do grupo familiar seja inferior a um quarto do salário mínimo vigente. O valor, considerado extremamente baixo, acaba impedindo, inclusive, que as famílias busquem qualquer renda complementar, segundo a presidente estadual do movimento, Aneara Schons. Ela salientou que o objetivo é chamar a atenção do poder público para a necessidade de mudança na lei.
O movimento reivindica que o benefício seja estendido a famílias com até três salários mínimos de renda. O valor do BPC (Lei Orgânica da Assistência Social - LOAS) é de um salário mínimo, pago por mês a pessoas com deficiência ou a idosos (65 anos ou mais) que não podem garantir a sua sobrevivência, por conta própria ou com o apoio da família. Idealizado nas redes sociais por mães com filhos que possuem alguma deficiência, o "Eu Empurro essa Causa" ganhou repercussão nacional, com ações em diversos municípios.
O espaço para a apresentação do tema foi proposto pelo vereador Alexandre Gonçalves (PPS), que sugeriu, ao final da explanação, a elaboração de um documento que manifeste o apoio do Legislativo canoense à causa. O Grande Expediente também contou com a participação do diretor da Diretoria da Pessoa com Deficiência, Jair Silveira, e da advogada Fabiane Xavier, conselheira da OAB – Subseção Canoas.
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